Um amigo guionista a quem eu sugeri que se inscrevesse na APAD, aproveitando a actual campanha de angariação, lançou-me esta pergunta: "Vale mesmo a pena ser sócio? Mas afinal para que serve a APAD?".

Podia começar a resposta sugerindo a leitura dos estatutos, mas não me parece que seja esse o tipo de esclarecimento que o meu amigo pretendia. Por isso acho mais útil olhar um pouco para trás e mostrar para o que a APAD já serviu:

  • Já serviu para organizar cursos de formação, debates e conferências  à volta de temas de interesse para os guionistas;
  • Já serviu para atribuir um prémio de guião de televisão, cinema e teatro;
  • Já serviu para convencer a SIC a rever os seus contratos com os autores de telefilmes, incluindo cláusulas benéficas aos guionistas e valores mais justos;
  • Já serviu para dar pareceres e incluir pontos importantes na actual Lei do Cinema;
  • Já serviu para impedir o ICAM (actual ICA) de diminuir o valor dos apoios à escrita de argumento cinematográfico;
  • Já serviu para fazer eco, na televisão, rádio e imprensa, da greve dos guionistas americanos.

Os exemplos podiam continuar, mas já são uma amostra do que pretendemos alcançar nos próximos tempos.

Concluindo: se a APAD não tiver sócios, não serve para nada; mas se todos os guionistas portugueses fossem sócios da APAD, é fácil imaginar o que poderíamos conseguir.