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Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos

Quanto vale um guião?

Editado por João Nunes • 12 Nov 2008 • Categoria: APAD, Notícias

A direcção anterior da APAD publicou uma proposta de tabela mínima para as remunerações de trabalhos de argumentos em cinema, televisão e teatro. Essa tabela está disponível para consulta aqui.

Queremos saber o que os leitores deste site, e especialmente os argumentistas e dramaturgos (sócios ou não da APAD) pensam sobre esta tabela. Reflecte ou não a realidade do mercado? Que valores estão desactualizados ou desajustados? Que outras categorias seria necessário criar para corresponder à complexidade da nossa profissão? Que outros aspectos deveriam ser considerados? Deverão referir-se, por exemplo, as remunerações fixas dos guionistas que trabalham sob contrato com empresas de escrita? E quais as remunerações correntes na categorias dos novos media – microfilmes, webisodes, etc?

Por favor ajude-nos a actualizar esta tabela e a torná-la um instrumento útil de trabalho e negociação. Deixe as suas sugestões na área de comentários deste artigo. Obrigado.

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7 Responses »

  1. Olá,
    não me parece mal, mas não acredito que alguém respeite minimamente esta tabela. Exemplo, os 1000 euros por episódio de telenovela. Repara que os “escravos” da Casa da Criação escrevem um episódio por dia e recebem cerca de uns 2000 Euros/mês, em lugar dos 22000 euros mês mínimo a que teriam direito por esta tabela. E não conheço muita gente que pague a reescrita sem ser com um – é a tua obrigação! –
    um abraço

  2. João, é Portugal.

    Quando há alguma coisa de mal (carjacking, salários baixos, má fiscalização dos conteúdos televisivos, a única explicação que eu tenho para isso é “É Portugal.”.

    Eu pessoalmente acho que já se poderia começar a ponderar a hipótese dos new-media. Já temos casos destes em Portugal, embora ainda muito poucos. Assim de repente, o caso de maior sucesso que eu conheço é “T2 para 3″.

  3. Penso que a tabela pela por “defeito” ao cobrir apenas as áreas de Cinema, Televisão e Teatro, deixando de fora os Meios Rádio, Internet e Imprensa (embora seja um campo de escrita que aceito seja discutível pertencer ou não à área do guionismo.

    Para alguns autores seria útil a existência também de tabelas, ainda que mais não sejam que valores meramente indicativo, para escrita para rádio (valor minuto? X% do valor minuto do valor de sketch para tv?) e para imprensa, mais complicado porque os valores variam muito mas haverá eventualmente uma forma de encontrar valores médios, com base na realidade da actual oferta e procura, talvez diferenciando entre meios – periodicidade de publicação, tiragem, formato, “nome” do autor – se é uma realidade que conta porque não assumi-lo, dado que quem já tem nome negocia caso a caso mas quem começa de novo a escrever uma crónica ou artigo, que será a variante mais relevante e mesurável, o número de caracteres, é-nos proposto X sem que tenhamos a menor ideia se X é justo ou uma exploração.

    Fica a minha sugestão baseada mas minhas necessidades pessoais e cujas respostas não encontro na tabela proposta.

    Deixo ainda uma sugestão, ideia. Eu não tenho meios financeiros para me tornar sócio da APAD e no entanto gostava de o ser. Porque não considerar uma forma de sócio para “iniciantes” ou os “to be” em que o pagamento da quota poderia ser substituído por trabalho, colaboração, física, escrita, o que viesse a ser necessário para ter uma força de trabalho para das apoio a actividades que o requeiram – mailings, emailings, apoio a workshops, etc., voluntariado, que é coisa que está na moda.

    Abraço, bem hajam pelo vosso trabalho

  4. Vá lá. pelo menos os colegas na casa da criação ganhão ordenado, eu tenho vários projectos para tv e contactei as televisões daqui do sítio e o que fizeram foi usarem o meu trabalho e não me disseram nada e por conseguinte processeios e o tribunal é PARCIAL e não respeita as leis e não houve nada,pedi um defensor ofícioso e a segurança social de Setubal demorou um ano a dar uma respota.Quanto á tal lista acho que deve de haver um valor justo (…) .A APAD tem uma lista de muitos contactos para o audiovisual.Um abraço a todos.

    NOTA da APAD: parte deste comentário foi retirada por ir contra a política editorial

  5. Concordo com o João Quadros e já tive conhecimento desta tabela – ou uma muito parecida, proposta pelo Gonçalo Galvão Telles, em tempos idos, ou seja há uns anos! – mas não sei onde é que está a ser aplicada, juro!
    Eu continuo a trabalhar como guionista para televisão – e nesta tabela não estão comtempladas séries no ponto V, de 20 ou 25 minutos, de longa duração, como as infantis, que segundo a lógica deveriam ter um custo minímode 1000 euros!!! – e recebo 6 vezes menos do que está aí sugerido!
    Que faço?
    Já não tenho que chegue! Se não aceito trabalho, mesmo que remunerado ridiculamente, ainda sou posta de lado e substituída por um júnior, porque, sim, tenho estatuto de sénior e recebo mais do que os meus colegas! – Outro disparate pegado!
    Convinha falar disto muito a sério pois é uma questão de sobrevivência e de dignidade. E eu preciso das duas para viver!

  6. A verdade é que o trabalho de guionista/dramaturgo é no geral pouco respeitado/mal pago/inseguro. Esta tabela é importante como orientação das pessoas, que trabalhando sozinhas não fazem ideia dos preços praticados e que estão sujeitas às pressões para fazer "preço de amigo".
    Mas mais importante ainda era uma associação forte que conseguisse defender os interesses dos associados.

  7. Olá!
    Fiquei espantada com os valores da tabela, quem me dera que assim fosse. Queria colocar uma questão ao João Nunes ou a quem me saiba responder: que valor pedir pela escrita de guião para programa de talk-show, com escrita de sketches incluída?
    Obrigada.

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