-CALL for ARTICLES-
A APAD (Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos) está a preparar o número 2 da sua revista online (http://argumentistas.org/). Procuramos a colaboração de guionistas, dramaturgos e cinéfilos.
O tema generalista desta edição é "Empresas de guionistas", mas teremos também outras secções:
- Livros (resenha crítica sobre algum livro sobre guião/dramaturgia)
- Perfil (procuramos perfil sobre guionistas reconhecidos: Charlie Kaufman, Tonino Guerra, Jean Claude Carrière, David Mamet, etc).
- Opinião (textos de análise pessoal sobre a actualidade do guionismo e da dramaturgia)
- Análise (textos críticos sobre filmes específicos: poderão ser sobre filmes actuais – que estejam, ou tenham estado recentemente, no cinema -, ou sobre filmes clássicos)
- Teatro (procuramos textos de análise/crítica sobre a escrita para teatro, nacional ou internacional)
Deadline: 15 de Janeiro de 2009.
Caso esteja interessado em escrever, por favor faça a sua manifestação de interesses através do email: ribas.daniel@gmail.com.
Bom Natal! e óptimo 2009,
Daniel Ribas e Pedro Flores
(editores da revista da APAD)


2 comentários
jorge arada says:
Dez 28, 2008
Sendo o vosso mote “Empresas de Guionistas” venho por este meio dizer que têm toda a razão em o afirmar porque se pensarmos bem um guionista é um empresario que ao escrever uma obra ele está a criar um emprego para sí como também para um grupo de outras pessoas.Podem constatar em hollywood,dá de comer a muita gente e se não fosse a indústria audiovisual a California não passava de um deserto.E para não haver mais desertos devo de dizer mais uma vez que para haver quem compre os nossos trabalhos temos de agradar ao público porque é esse o nosso patrão e para issi temos de o agradar para que ele nos pague.
Geraldes Lino says:
Fev 8, 2009
Tenho a meu crédito alguns pequenos argumentos para bandas desenhadas curtas autoconclusivas. Sou habitualmente considerado como especialista no tema BD. Nessa especialidade (geralmente classificada como Nona Arte, assim o decidiram alguns intelectuais bedéfilos franceses). E, como os senhores sabem, a Banda Desenhada é constituída por duas componentes: o argumento (a história, a ideia) e o desenho. Claro que o argumento, para ser transformado em desenhos sequenciais, passa por uma fase intermédia que se chama guião, onde o argumentista/autor da ideia/escritor descreve os locais da acção, traça as características físicas das personagens, e escreve os diálogos que hão-de ser incluídos nos balões. Obviamente, este conceito é válido para a base literária dos filmes, das telenovelas, de tudo quanto assenta numa base ficcional.
Isto para me rebelar contra o facto de, no vosso “site”, se estar a privilegiar as palavras guião e guionista, em detrimento de argumento e argumentista, porque estes dois conceitos surgem, cronologicamente, antes de guião e guionista, partes complementares.
Aliás, não será por acaso que os fundadores da vossa associação, com conhecimento da língua portuguesa, e indiferentes às modas, a intitularam “Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos”, e não incluiram a palavra “Guionistas” no título.
É só o que tenho para dizes, e espero que esta minha crítica sirva para reflectirem que não são as modas linguísticas que prevalecem numa língua.
Geraldes Lino