Revista APAD – Número 3
A APAD (Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos) está a preparar o número 3 da sua revista online (http://argumentistas.org/).
1.Tema "Adaptação"
Porquê?
O guião é sempre um texto transitório, já que ele existe apenas para ser filmado e entendido por equipa de produção. Contudo, muitas vezes esse guião é escrito a partir de outros materiais pré-existentes: romances, contos, peças de teatro, notícias de jornal ou até mesmo de outros "formatos" audiovisuais. Esse processo de adaptação é, assim, fundamental para perceber as diferentes técnicas do guião.
Como?
Procuramos textos que reflectiam sobre esta problemática, entre o cinema e as outras artes literárias, entre o cinema e as histórias verídicas, e entre os diferentes meios audiovisuais. Gostaríamos de ter pontos vista diversos: análises clássicas entre o produto final e meio original e também experiências práticas de adaptação. Os textos não devem exceder os 5000 caracteres (com espaços).
2.Para além do tema
- Livros (resenha crítica sobre algum livro sobre guião/dramaturgia)
- Perfil (procuramos perfis sobre guionistas reconhecidos: Charlie Kaufman, Tonino Guerra, Jean Claude Carrière, David Mamet, etc).
- Opinião (textos de análise pessoal sobre a actualidade do guionismo e da dramaturgia)
- Análise (textos críticos sobre filmes específicos; poderão ser sobre filmes actuais ou sobre filmes clássicos)
- Teatro (procuramos textos de análise/crítica sobre a escrita para teatro)
Deadline: 15 de Junho de 2009.
Agradecemos todas as propostas. Envie-nos um email para: argumentistas@gmail.com.


4 comentários
jorge arada says:
Abr 29, 2009
Na minha opinião o mais dificíl é criar algo, ser original, ter uma fokha de papel e criar algo que nunca ninguém fez e tudo o que vier a seguir é tudo cópia. Ser original é ser difrente é ser-se inteligente e faze coisas novas.Podemos ler, observar, etc outros trabalhos e daí surgir novas “ideias” mas o que conta e ser original.Ess é a maior virtude de uma pessoa,fazer algo de novo, tudo o que vier a seguir é cópia.Além disso as pessoas que são pioneiras ficam na história os outrs são mais do mesmo.
Sugiro que vejam a pág:CASTINGSTARS
Ontem lí no jornal Correio Da manhão que o vai haver um encontro para explicar como fazer trabalhos de baixo custo, tenho vários e a RTP E TVI Têm vários.Bons trabalhos.
Daniel Ribas says:
Abr 29, 2009
Caro Jorge Arada,
Obrigado pela opinião.
Contudo, não concordo consigo: a originalidade é uma falsa questão. Ninguém escreve do nada. Todos os trabalhos nascem das referências que vimos até então. A sua influência não é notória, é subtil, mas de importância fundamental. Pense em Hitchcock: muitos dos seus filmes são baseados em obras literárias e não é por isso que os seus filmes não são originais.
Rui Madureira says:
Abr 30, 2009
A luta incessante entre os argumentos originais e adaptados leva sempre a uma questão: qual o mais difícil ou exigente? A resposta é simples: ambos são exigentes mas de formas diferentes. Por um lado, o argumento original obriga-nos a recorrer às nossas próprias referências pessoais e experiências de vida para criar algo que não existe e que é exclusivamente nosso. Por outro lado, na escrita de um argumento baseado numa qualquer obra, a matéria-prima é-nos fornecida e temos apenas de encontrar a melhor forma de a adaptar. Isto pode parecer mais fácil mal não é. Ao adaptarmos algo temos de ser capazes de discernir sobre aquilo que realmente importa para o filme que queremos fazer, transformar a linguagem literária numa linguagem cinematográfica e acima de tudo sermos capazes de ser originais mantendo o espirito de fidelidade para com a obra inicial. Os dois tipos de argumento são complicados e exigem reflexão. Apenas são trabalhados de forma diferente, segundo leis e processos diferenciados.
Jorge Arada says:
Mai 1, 2009
Caros SRs:
Admito que possa estar errado mas quando eu crio algo as ideias surgem e não partem a partir de algo já existente é original. Além e também na minha opinião o meio faz o Homem e o Homem faz o meio e nesta actividade devemos de ficcionar a realidade e assim dizer algo com que as pessoas conheçam,lhes digam algo.