A APAD – Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos, enquanto entidade representativa dos autores nacionais de televisão, cinema e teatro, vem por este meio manifestar a sua solidariedade com a escritora e dramaturga Margarida Fonseca Santos, no processo que lhe foi movido pelo seu trabalho de adaptação teatral da obra "A Filha Rebelde", de José Pedro Castanheira e Valdemar Cruz, produzida em 2007 pelo Teatro Nacional D. Maria II.

Dado que o trabalho realizado pela dramaturga é de natureza ficcional, e que esse facto é do conhecimento público de quem contacta com a obra teatral, representada ou editada, não nos parece razoável pensar que a livre expressão criativa possa ser tida como um crime de difamação ou de ofensa.

 A liberdade criativa e de expressão é mais do que um direito; é um pilar fundamental de uma sociedade saudável, e uma medida precisa do seu desenvolvimento.  Confiamos na capacidade do nosso sistema judicial para saber proteger este bem simultaneamente tão frágil e precioso.