<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>argumentistas.orgPerfil | argumentistas.org</title>
	<atom:link href="http://argumentistas.org/category/dossier/perfil/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://argumentistas.org</link>
	<description>Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos</description>
	<lastBuildDate>Fri, 13 Apr 2012 08:44:22 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1.3</generator>
		<item>
		<title>Perfil: Neil Labute &#8211; matem o dramaturgo</title>
		<link>http://argumentistas.org/2008/10/perfil-neil-labute-matem-o-dramaturgo/</link>
		<comments>http://argumentistas.org/2008/10/perfil-neil-labute-matem-o-dramaturgo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 17:01:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dossier]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Neil Labute]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://argumentistas.org/?p=236</guid>
		<description><![CDATA[Neil Labute é um dos dramaturgos e cineastas mais relevantes e provocadores da actualidade. Jorge Palinhos traça o seu perfil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='series_toc'><h3>Índice: Revista#1</h3><ol><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/pedro-marta-santos-ainda-nao-somos-uma-profissao-somos-uma-perturbacao-neurotica/' title='Pedro Marta Santos: ainda não somos uma profissão, somos uma perturbação neurótica'>Pedro Marta Santos: ainda não somos uma profissão, somos uma perturbação neurótica</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/nuno-markl-a-comedia-e-um-organismo-vivo/' title='Nuno Markl: a comédia é um organismo vivo'>Nuno Markl: a comédia é um organismo vivo</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/rui-vilhena-e-preciso-criar-historias-com-que-as-pessoas-possam-se-identificar/' title='Rui Vilhena: é preciso criar histórias com que as pessoas possam se identificar'>Rui Vilhena: é preciso criar histórias com que as pessoas possam se identificar</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/antonio-ferreira-um-guiao-e-como-uma-lista-de-compras/' title='António Ferreira: um guião é como uma lista de compras'>António Ferreira: um guião é como uma lista de compras</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/tiago-santos-como-ganhar-a-vida-numa-profissao-que-nao-existe/' title='Tiago Santos: como ganhar a vida numa profissão que não existe'>Tiago Santos: como ganhar a vida numa profissão que não existe</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/jorge-vaz-nande-devemos-sempre-olhar-para-a-nigeria/' title='Jorge Vaz Nande: devemos sempre olhar para a Nigéria'>Jorge Vaz Nande: devemos sempre olhar para a Nigéria</a></li><li>Perfil: Neil Labute &#8211; matem o dramaturgo</li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/dexter-o-mundo-ao-contrario/' title='Dexter: o mundo ao contrário'>Dexter: o mundo ao contrário</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/my-blueberry-nights-o-neon-da-paixao/' title='My Blueberry Nights: o néon da paixão'>My Blueberry Nights: o néon da paixão</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/sex-and-the-city-teorias-e-conspiracoes-sobre-a-comedia-romantica/' title='Sex and the City: teorias e conspirações sobre a comédia romântica'>Sex and the City: teorias e conspirações sobre a comédia romântica</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/the-servant-parasitas-da-alma/' title='The Servant: parasitas da alma'>The Servant: parasitas da alma</a></li></ol></div> <p><i>por Jorge Palinhos</i><sup><a href="http://argumentistas.org/2008/10/perfil-neil-labute-matem-o-dramaturgo/#footnote_0_236" id="identifier_0_236" class="footnote-link footnote-identifier-link" title="Al&amp;eacute;m de trabalhar como tradutor e coordenador editorial, Jorge Palinhos publicou tr&amp;ecirc;s pe&amp;ccedil;as de teatro, das quais duas foram premiadas com o Pr&amp;eacute;mio Miguel Rovisco e o Pr&amp;eacute;mio Manuel Deniz-Jacinto. Tem tamb&amp;eacute;m escrito gui&amp;otilde;es para curtas-metragens de cinema de anima&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de imagem real, algumas das quais foram j&amp;aacute; produzidas ou est&amp;atilde;o em fase de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o.">1</a></sup></p>
<h2><b>Matem o dramaturgo</b></h2>
<p>Um perfil de Neil Labute</p>
<p>Qualquer artigo sobre Neil LaBute sofre da recorr&ecirc;ncia de um campo sem&acirc;ntico espec&iacute;fico. Provocador, mal&eacute;volo, &ldquo;the meanest man in Hollywood&rdquo;, &ldquo;bad boy&rdquo;, irreverente, politicamente incorrecto, etc., s&atilde;o palavras que surgem em quase todos os perfis, biografias, entrevistas ou refer&ecirc;ncias a este dramaturgo, guionista, encenador e realizador norte-americano. Palavras que ter&atilde;o atingido o seu cl&iacute;max justamente na primeira pe&ccedil;a que levou ao palco: Filthy Talk for Troubled Times &#8211; em que um espectador abandonou a sala aos gritos de &ldquo;Matem o dramaturgo&rdquo;.E, contudo, as suas pe&ccedil;as de teatro s&atilde;o encenadas em todo o mundo &ndash; como, recentemente A Gorda (Fat Pig) no Teatro Villaret &ndash; e Labute &eacute; frequentemente convidado para encenar as suas pr&oacute;prias pe&ccedil;as por algumas das mais prestigiadas companhias americanas e inglesas, como a Steppenwolf Theatre Company, o Almeida Theatre, o MCC Theater e o Ambassador Theatre Group.</p>
<p><a href="http://argumentistas.org/wp-content/uploads/in-the-company-of-men-rev1-foto.jpg"><img width="500" height="400" class="aligncenter size-full wp-image-243" title="in-the-company-of-men-rev1-foto" alt="" src="http://argumentistas.org/wp-content/uploads/in-the-company-of-men-rev1-foto.jpg" /></a></p>
<p>Foi como argumentista e realizador que saltou para a ribalta: a sua primeira obra cinematogr&aacute;fica, In the Company of Men, conquistou o galard&atilde;o de melhor realizador do primeiro Festival de Sundance; a sua com&eacute;dia Nurse Betty recebeu o pr&eacute;mio de melhor argumento e foi nomeado para a Palma de Ouro em Cannes, tendo a sua protagonista, Renn&eacute;e Zellweger, recebido o Globo de Ouro de Melhor Interpreta&ccedil;&atilde;o. LaBute foi tamb&eacute;m respons&aacute;vel pela realiza&ccedil;&atilde;o de Possess&atilde;o, uma adapta&ccedil;&atilde;o do romance hom&oacute;nimo de A.S. Byatt, com Aaron Eckhart e Gwyneth Paltrow, entre outros, e um remake algo falhado de The Wicker Man.</p>
<p>Nascido em 1963 em Detroit, no seio de uma fam&iacute;lia oper&aacute;ria, LaBute era o mais novo de tr&ecirc;s irm&atilde;os, tendo a tempestuosa rela&ccedil;&atilde;o dos seus pais inspirado a sua obra In a Dark Dark House. O seu primeiro contacto com o teatro foi ainda no ensino secund&aacute;rio, onde come&ccedil;ou a participar nos grupos de teatro escolar como actor e em que escrevia pe&ccedil;as que depois apresentava aos professores sob pseud&oacute;nimo na esperan&ccedil;a de que estes quisessem encen&aacute;-las.</p>
<p>Uma bolsa de estudo levou-o &agrave; Universidade Brigham Young, no Utah, onde conheceria o seu c&uacute;mplice de longa data, Aaron Eckhart, e se converteria &agrave; Igreja dos Santos dos &Uacute;ltimos Dias, embora, mais tarde, a sua pe&ccedil;a Bash: Latter-Day Plays, onde se apresentam m&oacute;rmones devotos a terem v&aacute;rias atitudes muito duvidosas, tenha levantado pol&eacute;mica no seio da sua igreja e levado ao seu afastamento. Posteriormente estudou Dramaturgia na Universidade de Nova Iorque, mas, mais uma vez, a sua atitude provocadora gerou inimizades e controv&eacute;rsias.</p>
<p>Em 1997, com o dinheiro da indemniza&ccedil;&atilde;o que dois amigos tinham recebido por um acidente, aventura-se no seu primeiro filme. Com 25 000 d&oacute;lares filmou In The Company of Men, sobre dois homens que se vingam das suas frustra&ccedil;&otilde;es amorosas numa mulher surda. Com a pel&iacute;cula mais barata, fazendo a rodagem em locais gratuitos e com actores volunt&aacute;rios consegue filmar todas as sequ&ecirc;ncias antes de ficar sem dinheiro e sem pel&iacute;cula. O filme &eacute; enviado ainda sem montagem para o Festival de Sundance e &eacute; aceite, o que permite a Labute obter financiamento adicional para acabar a montagem e distribuir o filme, que acaba por ser premiado naquele festival, entre aplausos, pol&eacute;micas, acusa&ccedil;&otilde;es de misoginia e elogios de feminismo.</p>
<p>Corpulento, moreno, de &oacute;culos graduados e um ar eternamente cansado, n&atilde;o &eacute; preciso perspic&aacute;cia para ver de onde surgem tantos textos pol&eacute;micos e personagens d&uacute;bias. Cordial e prest&aacute;vel, &eacute; f&aacute;cil detectar o sentido de humor acutilante que atenua uma honestidade e um prazer quase infantil de provocar o interlocutor. Neil Labute escreve hist&oacute;rias sobre pessoas normais que n&atilde;o conseguem esconder os seus piores impulsos, e essas hist&oacute;rias muitas vezes s&atilde;o inspiradas nas suas pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias. Como em A Gorda, uma das suas obras mais recentes, onde um homem se envergonha de manter uma rela&ccedil;&atilde;o com uma mulher particularmente volumosa, e que foi escrita ap&oacute;s uma tentativa de dieta falhada por parte do autor.</p>
<p>Agora, a sua obra mais recente, Reasons to be Pretty, est&aacute; em estreia na ultra-comercial Broadway. Neil Labute parece algo preocupado com a reac&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico &agrave; ferocidade da sua escrita e das suas personagens. Mas parece pouco prov&aacute;vel que este novo p&uacute;blico concretize o que o espectador da sua primeira pe&ccedil;a n&atilde;o teve pejo em proclamar.</p>
<p><b>Filmes que escreveu</b><br />
- In the Company of Men (1997)<br />
- Your Friends &amp; Neighbors (1998)<br />
- Tumble (2000)<br />
- The Shape of Things (2003)</p>
<p><b>Pe&ccedil;as de Teatro que escreveu</b><br />
- Filthy Talk For Troubled Times (1992)<br />
- In the Company of Men (1992)<br />
- Bash: Latter-Day Plays (1999)<br />
- The Shape of Things (2001)<br />
- The Distance From Here (2002)<br />
- The Mercy Seat (2002)<br />
- Autobahn (2003)<br />
- Fat Pig (2004)<br />
- This Is How It Goes (2005)<br />
- Some Girl(s) (2005)<br />
- Wrecks (2005)<br />
- In A Dark Dark House (2007)<br />
- Reasons to be pretty (2008)</p>
<p><b>Alguns links recomendados</b><br />
- <a href="http://movies.yahoo.com/movie/contributor/1800022566" mce_href="http://movies.yahoo.com/movie/contributor/1800022566" target="_blank">Perfil no Yahoo Movies</a><br />
- <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001438/" mce_href="http://www.imdb.com/name/nm0001438/" target="_blank">P&aacute;gina no IMDB</a><br />
- <a href="http://www.salon.com/aug97/entertainment/labute970801.html" mce_href="http://www.salon.com/aug97/entertainment/labute970801.html" target="_blank">Entrevista na revista Salon</a><br />
- <a href="http://www.bombsite.com/issues/83/articles/2560" mce_href="http://www.bombsite.com/issues/83/articles/2560" target="_blank">Entrevista na revista Bomb</a><br />
- <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2008/jan/15/usa.theatre" mce_href="http://www.guardian.co.uk/world/2008/jan/15/usa.theatre" target="_blank">Artigo de Neil LaBute sobre o teatro americano</a><br />
- <a href="http://www.guardian.co.uk/stage/2008/may/13/theatre.culture" mce_href="http://www.guardian.co.uk/stage/2008/may/13/theatre.culture">Artigo de Neil LaBute sobre os t&iacute;tulos das suas obras</a></p>
<ol class="footnotes"><li id="footnote_0_236" class="footnote">Al&eacute;m de trabalhar como tradutor e coordenador editorial, Jorge Palinhos publicou tr&ecirc;s pe&ccedil;as de teatro, das quais duas foram premiadas com o Pr&eacute;mio Miguel Rovisco e o Pr&eacute;mio Manuel Deniz-Jacinto. Tem tamb&eacute;m escrito gui&otilde;es para curtas-metragens de cinema de anima&ccedil;&atilde;o e de imagem real, algumas das quais foram j&aacute; produzidas ou est&atilde;o em fase de produ&ccedil;&atilde;o.</li></ol> <div class='series_links'><a href='http://argumentistas.org/2008/10/jorge-vaz-nande-devemos-sempre-olhar-para-a-nigeria/' title='Jorge Vaz Nande: devemos sempre olhar para a Nigéria'>Artigo anterior</a> <a href='http://argumentistas.org/2008/10/dexter-o-mundo-ao-contrario/' title='Dexter: o mundo ao contrário'>Próximo artigo</a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://argumentistas.org/2008/10/perfil-neil-labute-matem-o-dramaturgo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

