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	<description>Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos</description>
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		<title>Faust</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 23:34:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ribas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Dossier]]></category>
		<category><![CDATA[faust]]></category>
		<category><![CDATA[gounod]]></category>
		<category><![CDATA[ópera]]></category>

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		<description><![CDATA[António Lourenço explica a importância do texto de Faust no contexto contemporâneo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='series_toc'><h3>Índice: Revista#2</h3><ol><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/editorial-revista-apad-2/' title='Editorial &#8211; Dossier APAD 2'>Editorial &#8211; Dossier APAD 2</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/nuno-artur-silva-sobre-as-pf/' title='Nuno Artur Silva sobre as PF'>Nuno Artur Silva sobre as PF</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/adriano-luz-sobre-a-casa-da-criacao/' title='Adriano Luz sobre a Casa da Criação'>Adriano Luz sobre a Casa da Criação</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/nuno-bernardo-sobre-a-beactive/' title='Nuno Bernardo sobre a beActive'>Nuno Bernardo sobre a beActive</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/empresas-de-guionistas-directorio/' title='Empresas de guionistas &#8211; directório'>Empresas de guionistas &#8211; directório</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/alexandre-valente-e-o-seu-second-life/' title='Alexandre Valente e o seu &#8220;Second Life&#8221;'>Alexandre Valente e o seu &#8220;Second Life&#8221;</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/relatorio-mckee/' title='Relatório McKee'>Relatório McKee</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/kaufman-vs-mckee/' title='Livros: Kaufman vs. McKee'>Livros: Kaufman vs. McKee</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/sobre-os-direitos-de-autor-do-argumentista/' title='Sobre os Direitos de Autor do Argumentista'>Sobre os Direitos de Autor do Argumentista</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/the-day-the-earth-stood-still-analise-comparativa/' title='The Day the Earth Stood Still: Análise Comparativa'>The Day the Earth Stood Still: Análise Comparativa</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/italiano-para-principiantes/' title='Italiano para Principiantes: uma luminosa lição de simplicidade narrativa'>Italiano para Principiantes: uma luminosa lição de simplicidade narrativa</a></li><li>Faust</li></ol></div> <hr />
<p>por Ant&oacute;nio Louren&ccedil;o</p>
<p><img width="332" height="221" src="http://argumentistas.org/wp-content/uploads/faustbig.jpg" alt="faustbig" title="faustbig" class="alignnone size-full wp-image-545" /></p>
<p>A &Oacute;PERA FAUSTO DE Charles GOUNOD voltou novamente no Teatro Nacional S.Carlos, passados mais de 20 anos. Esta &oacute;pera efectuou mais de 30 Produ&ccedil;&otilde;es, at&eacute; &agrave; transi&ccedil;&atilde;o do s&eacute;culo, ap&oacute;s a sua estreia em 1 de Dezembro de 1865. Ao longo do s&eacute;culo XX o entusiasmo declinou, pelo que as &uacute;ltimas r&eacute;citas foram nas temporadas de 1965/66 e 1981/82.</p>
<p>Relativamente ao Libreto&nbsp; damos 2 exemplos, do in&iacute;cio da &Oacute;pera em 4 Actos:<br />
Libreto (ou seja as palavras que s&atilde;o cantadas, neste caso em franc&ecirc;s):</p>
<p>Libreto<br />
<u>Acto 1</u><br />
<strong>N&ordm;1-Introdu&ccedil;&atilde;o</strong><br />
I.O Gabinete de Fausto<br />
Cena 1<br />
Fausto,&nbsp; sozinho.</p>
<p><strong>n&ordm;2-Cena e coro</strong><br />
&Eacute; noite. Fausto est&aacute; sentado diante de uma mesa cheia de pergaminhos. O candeeiro esta prestes a apagar-se. &Agrave; sua frente um livro aberto.<br />
<em>FAUSTO(canta)<br />
Nada! Em v&atilde;o interrogo, na ardente vig&iacute;lia, A natureza e o Criador;<br />
Nenhuma voz&nbsp; sussurra ao meu ouvido, uma palavra consoladora! Triste e solit&aacute;rio&#8230;(fecha o livro e levanta-se; desponta o dia; abre a vidra&ccedil;a)<br />
&#8230;Morte quando vir&aacute;s tu abrigar-me sob a tua asa?&#8230;<br />
&#8230;Chego ao termo da viagem, e com esta po&ccedil;&atilde;o, serei o &uacute;nico dono do meu destino! (no momento em que leva a boca o frasco, ouvem-se l&aacute; fora vozes de raparigas).</em>Coro de mulheres.</p>
<p>Vejamos agora o resumo, em portugu&ecirc;s para que o espectador compreenda o que se passa em cena:<br />
<u>ActoI</u><br />
<em>Alemanha, s&eacute;culo XVI. Sozinho Faust medita sombriamente sobre a sua exist&ecirc;ncia passada, na busca da Sabedoria, questionando, Deus e o Homem. Deseja a morte. Mistura a bebida e prepara-se para beb&ecirc;-la. Mas, p&aacute;ra a sua ac&ccedil;&atilde;o ouvindo o canto das camponesas&#8230; Amaldi&ccedil;oa o Deus e invoca os poderes infernais. Aparece de repente M&eacute;phistoph&eacute;l&egrave;s trajando com eleg&acirc;ncia&#8230;</em></p>
<p>Os libretistas v&atilde;o buscar &agrave;s grandes obras liter&aacute;rias o assunto para elaborar o texto ou poema que ser&aacute; musicado, pelo compositor, com a orquestra em fun&ccedil;&atilde;o do Canto, entre recitativo e &Aacute;ria, numa interdepend&ecirc;ncia entre m&uacute;sica e texto, com postura j&aacute; n&atilde;o Italiana mas nacionalista (a partir do Romantismo, com o seu expoente m&aacute;ximo na Alemanha, que influencia a m&uacute;sica em todos os g&eacute;neros). Em Fran&ccedil;a o espirito racional dos Iluministas, limita a absor&ccedil;&atilde;o do Romantismo exacerbado alem&atilde;o. Numa uni&atilde;o de duas est&eacute;ticas e recupera&ccedil;&atilde;o de elementos da tradi&ccedil;&atilde;o cultural nacional, cria-se uma identidade nacional, do qual poderemos citar as chamadas &quot;M&eacute;lodies&quot;, a &quot;Grand &Oacute;pera&quot; e o Drama Lirico, este influenciado por Verdi. &Eacute; nesta categoria que podemos situar o Fausto.</p>
<p>A lenda do Dr. Fausto, no in&iacute;cio do s&eacute;c. XVI, encontra-se em fontes populares germ&acirc;nicas, em forma de conto e em forma dram&aacute;tica (&agrave;s vezes com Marionetes). A hist&oacute;ria do amargurado e insatisfeito Dr. Fausto, que pactua com o diabo na inten&ccedil;&atilde;o de recuperar a juventude e os seus prazeres, serviu de base &agrave;s obras de v&aacute;rios escritores: Christopher Marlowe (1564-1593) ou Thomas Man (1875-1955). Mas foi Johann von Goethe (1749-1832), que fica c&eacute;lebre desde a edi&ccedil;&atilde;o da 1&ordf; das duas grandes partes, em 1808. Esta obra ir&aacute; influenciar todas as adapta&ccedil;&otilde;es quer liter&aacute;rias, quer musicais, ou ainda na Pintura e outros campos art&iacute;sticos. Goethe torna-o universal, pois Fausto procura a pr&oacute;pria ess&ecirc;ncia primordial da vida fazendo um pacto com o diabo para atingir a Felicidade (vendendo a sua alma, convicto que atingir a Juventude &eacute; imposs&iacute;vel). O diabo tamb&eacute;m lhe vai conceder&nbsp; uma paix&atilde;o exacerbada por Gretchen (Margarida na &Oacute;pera), jovem de cora&ccedil;&atilde;o puro, mas cuja rela&ccedil;&atilde;o far&aacute; a desgra&ccedil;a de ambos. Na&nbsp; 2&ordf; parte, editada em 1832, Fausto vai percorrer v&aacute;rias jornadas na procura da felicidade, em que haver&aacute; talvez momentos felizes.</p>
<p>A import&acirc;ncia desta obra-prima, na cultura Europeia &eacute; incomensur&aacute;vel, inspirando in&uacute;meras obras. Diversas foram as cria&ccedil;&otilde;es musicais e os libretistas que adaptaram o texto de Goethe: Louis Sphr (1784-1859), com a &oacute;pera &quot;Faust&quot;; Hector Berlioz, em 1846,&nbsp; com &quot;A Dana&ccedil;&atilde;o de Fausto&quot; entre &Oacute;pera e Cantata, baseadas na 1&ordm; Parte; Schumann, em 1853, com &quot;Cenas do Fausto&quot; &eacute; uma Orat&oacute;ria; Franzlitz, em 1857, com &quot;Sinfonia Fausto&quot;; com coro e as tr&ecirc;s personagens: Fausto, Gretchen e M&eacute;phistoph&eacute;les; Arriago Boito (1842-1918), em 1868, com a &Oacute;pera &quot;Mefistofele&quot;, cujo Libreto &eacute; o que se aproxima mais do texto original, tendo sido escrito pelo pr&oacute;prio compositor (o que &eacute; raro); outro compositor, Gustav Mahler, em 1910, com a sinfonia n&ordm;8 (dos Mil,) usou a 2&ordf; parte do texto; Ferruccio Busoni (1866-1924), numa adapta&ccedil;&atilde;o afastada de Goethe, com elementos da obra de Marlow; e Charles Gounod, em 1859, com Faust, que &eacute;, das suas &Oacute;peras, a que teve maior sucesso e foi a mais importante das suas composi&ccedil;&otilde;es, influenciando compositores franceses das gera&ccedil;&otilde;es seguintes e que se viria a enquadrar no &quot;Drame Lyrique&quot;; foi fulcral a utiliza&ccedil;&atilde;o da obra de Goethe no Romantismo europeu.</p>
<p>Faust &eacute;, assim, o percurso de um homem buscando a ess&ecirc;ncia da Felicidade, a luta entre o bem e o mal, confundindo-se as for&ccedil;as sobrenaturais e misticas, que provocam a irracionalidade do ser humano; &eacute; o encontro da salva&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da pureza.</p>
<p>Gounod iniciou&nbsp; a composi&ccedil;&atilde;o da &oacute;pera Faustem 1856, partindo da obra de Goethe trabalhada pelos libretistas Michel Carr&eacute; (1821-1872) e Jules Barbier (1825-1897). Mais tarde estes libretistas iriam colaborar, em outras &oacute;peras, com Gounod.</p>
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