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	<title>argumentistas.orgMichael Patrick King | argumentistas.org</title>
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	<description>Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos</description>
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		<title>Sex and the City: teorias e conspirações sobre a comédia romântica</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 17:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Dossier]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Patrick King]]></category>
		<category><![CDATA[Sex and the City]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class='series_toc'><h3>Índice: Revista#1</h3><ol><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/pedro-marta-santos-ainda-nao-somos-uma-profissao-somos-uma-perturbacao-neurotica/' title='Pedro Marta Santos: ainda não somos uma profissão, somos uma perturbação neurótica'>Pedro Marta Santos: ainda não somos uma profissão, somos uma perturbação neurótica</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/nuno-markl-a-comedia-e-um-organismo-vivo/' title='Nuno Markl: a comédia é um organismo vivo'>Nuno Markl: a comédia é um organismo vivo</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/rui-vilhena-e-preciso-criar-historias-com-que-as-pessoas-possam-se-identificar/' title='Rui Vilhena: é preciso criar histórias com que as pessoas possam se identificar'>Rui Vilhena: é preciso criar histórias com que as pessoas possam se identificar</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/antonio-ferreira-um-guiao-e-como-uma-lista-de-compras/' title='António Ferreira: um guião é como uma lista de compras'>António Ferreira: um guião é como uma lista de compras</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/tiago-santos-como-ganhar-a-vida-numa-profissao-que-nao-existe/' title='Tiago Santos: como ganhar a vida numa profissão que não existe'>Tiago Santos: como ganhar a vida numa profissão que não existe</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/jorge-vaz-nande-devemos-sempre-olhar-para-a-nigeria/' title='Jorge Vaz Nande: devemos sempre olhar para a Nigéria'>Jorge Vaz Nande: devemos sempre olhar para a Nigéria</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/perfil-neil-labute-matem-o-dramaturgo/' title='Perfil: Neil Labute &#8211; matem o dramaturgo'>Perfil: Neil Labute &#8211; matem o dramaturgo</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/dexter-o-mundo-ao-contrario/' title='Dexter: o mundo ao contrário'>Dexter: o mundo ao contrário</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/my-blueberry-nights-o-neon-da-paixao/' title='My Blueberry Nights: o néon da paixão'>My Blueberry Nights: o néon da paixão</a></li><li>Sex and the City: teorias e conspirações sobre a comédia romântica</li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/the-servant-parasitas-da-alma/' title='The Servant: parasitas da alma'>The Servant: parasitas da alma</a></li></ol></div> <p><i>por Daniel Ribas<sup><a href="http://argumentistas.org/2008/10/sex-and-the-city-teorias-e-conspiracoes-sobre-a-comedia-romantica/#footnote_0_276" id="identifier_0_276" class="footnote-link footnote-identifier-link" title="Daniel Ribas &#38;eacute; argumentista e investigador da Universidade de Aveiro. Prepara uma tese de doutoramento sobre os filmes de Jo&#38;atilde;o Canijo. &#38;Eacute; tamb&#38;eacute;m professor do Instituto Polit&#38;eacute;cnico de Bragan&#38;ccedil;a.">1</a></sup></span></i></p>
<p><a href="http://argumentistas.org/2008/10/sex-and-the-city-teorias-e-conspiracoes-sobre-a-comedia-romantica/" class="more-link">Read more on Sex and the City: teorias e conspirações sobre a comédia romântica&#8230;</a></p>
 <div class='series_links'><a href='http://argumentistas.org/2008/10/my-blueberry-nights-o-neon-da-paixao/' title='My Blueberry Nights: o néon da paixão'>Artigo anterior</a> <a href='http://argumentistas.org/2008/10/the-servant-parasitas-da-alma/' title='The Servant: parasitas da alma'>Próximo artigo</a></div><ol class="footnotes"><li id="footnote_0_276" class="footnote"></i><i><span style="" mce_style="&#8221;font-size:x-small;&#8221;">Daniel Ribas &#233; argumentista e investigador da Universidade de Aveiro. Prepara uma tese de doutoramento sobre os filmes de Jo&#227;o Canijo. &#201; tamb&#233;m professor do Instituto Polit&#233;cnico de Bragan&#231;a.</li></ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='series_toc'><h3>Índice: Revista#1</h3><ol><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/pedro-marta-santos-ainda-nao-somos-uma-profissao-somos-uma-perturbacao-neurotica/' title='Pedro Marta Santos: ainda não somos uma profissão, somos uma perturbação neurótica'>Pedro Marta Santos: ainda não somos uma profissão, somos uma perturbação neurótica</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/nuno-markl-a-comedia-e-um-organismo-vivo/' title='Nuno Markl: a comédia é um organismo vivo'>Nuno Markl: a comédia é um organismo vivo</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/rui-vilhena-e-preciso-criar-historias-com-que-as-pessoas-possam-se-identificar/' title='Rui Vilhena: é preciso criar histórias com que as pessoas possam se identificar'>Rui Vilhena: é preciso criar histórias com que as pessoas possam se identificar</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/antonio-ferreira-um-guiao-e-como-uma-lista-de-compras/' title='António Ferreira: um guião é como uma lista de compras'>António Ferreira: um guião é como uma lista de compras</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/tiago-santos-como-ganhar-a-vida-numa-profissao-que-nao-existe/' title='Tiago Santos: como ganhar a vida numa profissão que não existe'>Tiago Santos: como ganhar a vida numa profissão que não existe</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/jorge-vaz-nande-devemos-sempre-olhar-para-a-nigeria/' title='Jorge Vaz Nande: devemos sempre olhar para a Nigéria'>Jorge Vaz Nande: devemos sempre olhar para a Nigéria</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/perfil-neil-labute-matem-o-dramaturgo/' title='Perfil: Neil Labute &#8211; matem o dramaturgo'>Perfil: Neil Labute &#8211; matem o dramaturgo</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/dexter-o-mundo-ao-contrario/' title='Dexter: o mundo ao contrário'>Dexter: o mundo ao contrário</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/my-blueberry-nights-o-neon-da-paixao/' title='My Blueberry Nights: o néon da paixão'>My Blueberry Nights: o néon da paixão</a></li><li>Sex and the City: teorias e conspirações sobre a comédia romântica</li><li><a href='http://argumentistas.org/2008/10/the-servant-parasitas-da-alma/' title='The Servant: parasitas da alma'>The Servant: parasitas da alma</a></li></ol></div> <p><i>por Daniel Ribas<sup><a href="http://argumentistas.org/2008/10/sex-and-the-city-teorias-e-conspiracoes-sobre-a-comedia-romantica/#footnote_0_276" id="identifier_0_276" class="footnote-link footnote-identifier-link" title="Daniel Ribas &amp;eacute; argumentista e investigador da Universidade de Aveiro. Prepara uma tese de doutoramento sobre os filmes de Jo&amp;atilde;o Canijo. &amp;Eacute; tamb&amp;eacute;m professor do Instituto Polit&amp;eacute;cnico de Bragan&amp;ccedil;a.">1</a></sup></span></i></p>
<p><a href="../../../../../beta1/wp-content/themes/mimbo2.2/images/1024x768_satc_1.jpg" mce_href="http://argumentistas.org/beta1/wp-content/themes/mimbo2.2/images/1024x768_satc_1.jpg"><img width="366" height="274" class="alignleft size-medium wp-image-202" title="Sex and the City" src="../../../../../beta1/wp-content/themes/mimbo2.2/images/1024x768_satc_1-300x225.jpg" mce_src="http://argumentistas.org/beta1/wp-content/themes/mimbo2.2/images/1024x768_satc_1-300x225.jpg" alt="" /></a></p>
<h2>Teorias e Conspira&ccedil;&otilde;es sobre a Com&eacute;dia Rom&acirc;ntica</h2>
<p>Sobre &laquo;Sex and the City&raquo;, de <a set="yes" linkindex="85" href="http://www.imdb.com/name/nm0455078/">Michael Patrick King</a><br />
<i><br />
</i></p>
<p>Um dos grandes lan&ccedil;amentos do Ver&atilde;o, acompanhando a tend&ecirc;ncia de transforma&ccedil;&atilde;o das s&eacute;ries de televis&atilde;o em filmes para cinema, foi a de &laquo;Sexo e a Cidade&raquo;. N&atilde;o &eacute; que esta tend&ecirc;ncia nos tenha trazido muito boas apari&ccedil;&otilde;es: desde &laquo;Get Smart/Olho Vivo&raquo; at&eacute; &laquo;Ficheiros Secretos&raquo;, as adapta&ccedil;&otilde;es apenas nos trouxeram um leve sabor a um epis&oacute;dio mais comprido. Para al&eacute;m disso, os argumentistas de Hollywood confrontaram-se com um problema: em que g&eacute;nero encaixar estes epis&oacute;dios de televis&atilde;o em ponto grande. &Eacute; verdade, apesar das s&eacute;ries terem uma personalidade vincada, o formato cinema obriga a uma nova f&oacute;rmula, que permita, sobretudo, aguentar s&eacute;ries que durar&atilde;o 50 minutos e que passam, desta forma, para o dobro do tempo. &laquo;Sexo e a Cidade&raquo; n&atilde;o foi excep&ccedil;&atilde;o. O g&eacute;nero importado foi o da com&eacute;dia rom&acirc;ntica e o resultado, na nossa opini&atilde;o, n&atilde;o foi o melhor.</p>
<p>A narrativa &#8211; mais uma vez iniciada e contada pela voz de Carrie &#8211; apanha as quatro protagonistas num patamar diferente da vida: todas elas est&atilde;o agora apaixonadas e a viver com os seus respectivos homens. Por um lado, Charlotte e Miranda casaram e tiveram filhos (a de Charlotte &eacute; adoptada); por outro, Samantha vive agora em Los Angeles com um actor de Hollywood (sendo a sua agente). Finalmente, Carrie juntou-se com Mr. Big, o eterno e adiado amor da s&eacute;rie de televis&atilde;o. Na verdade, o filme come&ccedil;a com a decis&atilde;o de ambos em se casar. Contudo, Mr. Big/John acaba por deixar Carrie pendurada no dia de casamento. &Eacute; a oportunidade para o filme dar um longo tempo para a recupera&ccedil;&atilde;o emocional de Carrie e a respectiva reconcilia&ccedil;&atilde;o com Mr. Big. Durante esse tempo, veremos as voltas que as vidas das suas tr&ecirc;s amigas d&atilde;o.</p>
<p>A f&oacute;rmula da com&eacute;dia rom&acirc;ntica est&aacute; de l&aacute; da forma mais clara: um par de apaixonados surgem juntos (outras deriva&ccedil;&otilde;es da f&oacute;rmula mostram dois amigos/conhecidos que ainda n&atilde;o sabem que est&atilde;o apaixonados) e prestes a serem felizes (no caso em aprecia&ccedil;&atilde;o Carrie e Mr. Big est&atilde;o juntos, felizes e v&atilde;o casar-se). Contudo, um obst&aacute;culo surge, obrigatoriamente a partir de um mal-entendido (no caso Mr. Big tem d&uacute;vidas e ao tentar telefonar para Carrie esta n&atilde;o atende). Esse obst&aacute;culo leva a uma ruptura &quot;inconcili&aacute;vel&quot;. Mas, como n&atilde;o h&aacute; bem que sempre dure nem mal que nunca acabe, o tempo acaba por &quot;reconciliar&quot; os dois pombinhos. No entretanto, o filme tem que se divertir com a &quot;recupera&ccedil;&atilde;o&quot; de ambos e mostrar &#8211; atrav&eacute;s das hist&oacute;rias paralelas &#8211; que eles foram feitos um para o outro (no caso &eacute; a hist&oacute;ria de Miranda e o suposto problema causado por ela &#8211; quando diz a Mr. Big na noite anterior ao casamento que ir&aacute; fazer uma asneira &#8211; que ir&aacute; fazer a revela&ccedil;&atilde;o aos olhos de Carrie).</p>
<p><a href="../../../../../beta1/wp-content/themes/mimbo2.2/images/1024x768_satc_4.jpg" mce_href="http://argumentistas.org/beta1/wp-content/themes/mimbo2.2/images/1024x768_satc_4.jpg"><img width="340" height="254" class="alignleft size-medium wp-image-205" title="Sex and the City" src="../../../../../beta1/wp-content/themes/mimbo2.2/images/1024x768_satc_4-300x225.jpg" mce_src="http://argumentistas.org/beta1/wp-content/themes/mimbo2.2/images/1024x768_satc_4-300x225.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Lentamente porque o filme tem que durar mais tempo, l&aacute; caminhamos para o fim, que j&aacute; advinh&aacute;ramos no in&iacute;cio. &laquo;O Sexo e a Cidade&raquo;, enquanto s&eacute;rie, n&atilde;o fugia a um certo romantismo, reconhecemos. Contudo, mesmo sem sermos f&atilde;s, tamb&eacute;m reconhecemos que a s&eacute;rie trazia para a ribalta os little problems das mulheres e uma forma desinibida de os mostrar. Deixando de lado o problema de saber se esses problemas s&atilde;o, de facto, os que interessam, na s&eacute;rie a estrutura usada fazia algum sentido e deixava no ar a pequena tristeza da solid&atilde;o de Carrie. Esse lado nova-iorquino era sedutor&#8230;</p>
<p>Com este epis&oacute;dio grande em forma de com&eacute;dia rom&acirc;ntica, &laquo;O Sexo e a Cidade&raquo; nivelou a sua estrutura pelas menos inspiradas pel&iacute;culas de Hollywood: abriu a audi&ecirc;ncia e afunilou a sedu&ccedil;&atilde;o. Uma pergunta surge, como &eacute; &oacute;bvio: de que forma poderia a s&eacute;rie transportar o seu ar cosmopolita sem se tornar uma com&eacute;dia rom&acirc;ntica ins&iacute;pida? Talvez o grande problema seja mesmo o ponto de partida: todas as quatro amigas est&atilde;o arranjadas e essa normaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; o que retira a carga de novidade que a s&eacute;rie tinha (at&eacute; Samantha se normalizou&#8230;). N&atilde;o sabemos que outros caminhos poderiam surgir, mas uma piscadela de olho a Woody Allen talvez servisse para repor os n&iacute;veis de inspira&ccedil;&atilde;o necess&aacute;rios. Assim, como chegou ao cinema, apenas servir&aacute; para rever e olhar as cria&ccedil;&otilde;es estil&iacute;sticas da moda nova-iorquina. &Eacute; pouco, demasiado pouco.</p>
<ol class="footnotes"><li id="footnote_0_276" class="footnote"></i><i><span style="" mce_style="&rdquo;font-size:x-small;&rdquo;">Daniel Ribas &eacute; argumentista e investigador da Universidade de Aveiro. Prepara uma tese de doutoramento sobre os filmes de Jo&atilde;o Canijo. &Eacute; tamb&eacute;m professor do Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a.</li></ol> <div class='series_links'><a href='http://argumentistas.org/2008/10/my-blueberry-nights-o-neon-da-paixao/' title='My Blueberry Nights: o néon da paixão'>Artigo anterior</a> <a href='http://argumentistas.org/2008/10/the-servant-parasitas-da-alma/' title='The Servant: parasitas da alma'>Próximo artigo</a></div>]]></content:encoded>
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