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	<title>argumentistas.org &#187; second life</title>
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	<description>Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos</description>
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		<title>Alexandre Valente e o seu &#8220;Second Life&#8221;</title>
		<link>http://argumentistas.org/2009/03/alexandre-valente-e-o-seu-second-life/</link>
		<comments>http://argumentistas.org/2009/03/alexandre-valente-e-o-seu-second-life/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 23:43:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ribas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Actual]]></category>
		<category><![CDATA[Dossier]]></category>
		<category><![CDATA[alexandre valente]]></category>
		<category><![CDATA[cinema português]]></category>
		<category><![CDATA[second life]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista com Alexandre Valente, realizador de «Second Life» a pretexto da estreia comercial do filme. Uma conversa sobre o cinema da Utopia Filmes e do seu modelo para o cinema português.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='series_toc'><h3>Índice: Revista#2</h3><ol><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/editorial-revista-apad-2/' title='Editorial &#8211; Dossier APAD 2'>Editorial &#8211; Dossier APAD 2</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/nuno-artur-silva-sobre-as-pf/' title='Nuno Artur Silva sobre as PF'>Nuno Artur Silva sobre as PF</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/adriano-luz-sobre-a-casa-da-criacao/' title='Adriano Luz sobre a Casa da Criação'>Adriano Luz sobre a Casa da Criação</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/nuno-bernardo-sobre-a-beactive/' title='Nuno Bernardo sobre a beActive'>Nuno Bernardo sobre a beActive</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/empresas-de-guionistas-directorio/' title='Empresas de guionistas &#8211; directório'>Empresas de guionistas &#8211; directório</a></li><li>Alexandre Valente e o seu &#8220;Second Life&#8221;</li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/relatorio-mckee/' title='Relatório McKee'>Relatório McKee</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/kaufman-vs-mckee/' title='Livros: Kaufman vs. McKee'>Livros: Kaufman vs. McKee</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/sobre-os-direitos-de-autor-do-argumentista/' title='Sobre os Direitos de Autor do Argumentista'>Sobre os Direitos de Autor do Argumentista</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/the-day-the-earth-stood-still-analise-comparativa/' title='The Day the Earth Stood Still: Análise Comparativa'>The Day the Earth Stood Still: Análise Comparativa</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/italiano-para-principiantes/' title='Italiano para Principiantes: uma luminosa lição de simplicidade narrativa'>Italiano para Principiantes: uma luminosa lição de simplicidade narrativa</a></li><li><a href='http://argumentistas.org/2009/03/faust/' title='Faust'>Faust</a></li></ol></div> <hr />
<p>
<em>No final de Janeiro, esteou nas salas &laquo;Second Life&raquo;, um projecto da Utopia Filmes e do produtor Alexandre Valente. Depois de &laquo;Corrup&ccedil;&atilde;o&raquo; e de &laquo;O Crime de Padre Amaro&raquo;, Alexandre Valente resolveu assumir o comando da realiza&ccedil;&atilde;o. Pretexto suficiente para uma entrevista onde se fala dos ingredientes mais significativos do filme.</em></p>
<p><img width="363" height="243" alt="alexandrevalente" src="http://argumentistas.org/wp-content/uploads/alexandrevalente.jpg" title="alexandrevalente" class="alignnone size-full wp-image-452" /></p>
<p><strong>APAD &#8211; De que trata o filme?</strong> Alexandre Valente &#8211; O filme &eacute; uma reflex&atilde;o de vida, trata sobre a consci&ecirc;ncia das nossas decis&otilde;es sobre o nosso destino nesta viagem de vida que deve ser vivida com felicidade.</p>
<p><strong>APAD &#8211; Quando surgiu a id&eacute;ia? Em que medida este &eacute; um projeto autobiogr&aacute;fico?</strong> AV &#8211; A ideia surgiu em 14 de Dezembro de 2007 e foi escrita uma scaletta por mim em apenas uma noite, resultado de 40 anos em espera. Autobiogr&aacute;fico sim, espero que abrangente a todos n&oacute;s.</p>
<p><strong>APAD &#8211; Apesar de ser um projeto pessoal esta hist&oacute;ria tem alguns dos ingredientes que fizeram os anteriores sucessos da Utopia Filmes. Quais s&atilde;o esses ingredientes para se conseguir bons n&uacute;meros de bilheteira?</strong> AV &#8211; Os ingredientes nos filmes s&atilde;o t&atilde;o necess&aacute;rios quanto os actores, os t&eacute;cnicos, as c&acirc;maras, o som. N&atilde;o se podem nunca separar da ambi&ccedil;&atilde;o de um projecto. Quanto a mim os ingredientes &eacute; estar atento &agrave;quilo que o p&uacute;blico quer&#8230; O p&uacute;blico tem!</p>
<p><strong>APAD &#8211; Como foi o processo de escrita? Houve v&aacute;rias vers&otilde;es e v&aacute;rias reescritas? Em que medida a hist&oacute;ria inicial se transformou numa hist&oacute;ria diferente, e porqu&ecirc;?</strong> AV &#8211; O processo de escrita foi muito saud&aacute;vel: todo motorizado por mim e aberto a todos os meus colaboradores e amigos que quiseram apreciar, participar, dentro da estrutura que eu tinha idealizado. A hist&oacute;ria &eacute; diferente logo pela estrutura que eu tinha pensado no inicio.</p>
<p><strong>APAD &#8211; Em que medida &eacute; que os actores e a rodagem mudaram a vers&atilde;o final do gui&atilde;o? Respeitaram escrupulosamente o texto ou foram introduzindo mudan&ccedil;as de acordo com as oportunidades? Em que medida &eacute; que o final cut &eacute; diferente da ultima vers&atilde;o do gui&atilde;o?</strong> AV &#8211; Como &eacute; sabido o argumento &eacute; sempre alvo de um processo de destrui&ccedil;&atilde;o desde o momento em que passa do papel para o processo industrial de fazer um filme, seja em que fase se considerar, desde a prepara&ccedil;&atilde;o onde os d&eacute;cores e os actores apresentados e ou disponiveis, mudam desde logo o script; depois na rodagem onde cada um dos actores interpreta o personagem que construiu, a ilumina&ccedil;&atilde;o e as condicionantes de toda uma rodagem nos obrigam a tomar decis&otilde;es de improviso sobre o mesmo script, at&eacute; ao momento em que nos deparamos com todo o script subdividido em cenas v&aacute;rias na mesa de montagem, que nos convida a testar possibilidades e a tomar decis&otilde;es que por vezes nem por sombra, se aproximam do argumento inicial. Tudo isto fruto de uma liberdade criativa que qualquer ser inteligente deve experimentar. O caso particular do Second Life &eacute; um exemplo vivo dessa destrui&ccedil;&atilde;o do argumento original, pois mudei, troquei, fiz e refiz tudo em todas as fases para chegar ao actual alinhamento final onde tudo faz sentido hoje e nem por sombras estava espelhado no argumento incial nem t&atilde;o pouco no de inicio de filmagens.</p>
<p><strong>APAD &#8211; Como foi para o produtor Alexandre Valente estar do outro lado da barricada, a escrever e a realizar? Foi dif&iacute;cil conciliar os diferentes papeis?</strong> AV &#8211; Sempre me considerei um realizador, autor, em todos os projectos que fiz, mas na sombra. A produ&ccedil;&atilde;o por ser o sector mais abrangente e de maior responsabilidade de um filme, sempre me fez sentir realizado por poder contribuir com as exig&ecirc;ncias t&eacute;cnicas bem como artisticas que um filme carece, pelo que o sabor provado nesta experi&ecirc;ncia n&atilde;o foi diferente nem novidade. Tive apenas de cuidar muito bem da separa&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es no que ao aspecto financeiro se obriga num filme onde se mistura as fun&ccedil;&otilde;es. Por isso sempre respeitei o or&ccedil;amento que a gest&atilde;o financeira me disponibilizou e dentro do qual criei as melhores solu&ccedil;&otilde;es sem nunca ultrapassar o mesmo.</p>
<p><strong>APAD &#8211; O Second Life teve v&aacute;rios realizadores com diferentes experi&ecirc;ncias. Como foi o processo da realiza&ccedil;&atilde;o? Cada um estava focado em diferentes aspectos do filme? Como foi a gest&atilde;o desta equipa?</strong> AV &#8211; N&atilde;o teve v&aacute;rios, teve um consultor sem o qual o filme n&atilde;o seria o que &eacute;, e deve muito a esse mesmo consultor experiente sem o qual n&atilde;o ter&iacute;amos este filme que d&aacute; pelo nome de Nicolau Breyner. Teve um realizador t&eacute;cnico que com ele desenhei a rodagem e a decoupage do filme em termos de cobertura de ac&ccedil;&atilde;o de nome Miguel Gaud&ecirc;ncio, e teve a d&aacute;diva celestial de ter o melhor realizador de todos a quem se deve o grande m&eacute;rito deste filme, chamado de Bernardo Sassetti pois sem d&uacute;vida alguma foi com a sua contribui&ccedil;&atilde;o que o filme &eacute; o filme que &eacute; hoje. Por &uacute;ltimo teve-me a mim seja nos d&eacute;cores, na direc&ccedil;&atilde;o dos actores, da pl&aacute;stica e da montagem final conjuntamente com a acumula&ccedil;&atilde;o de todos os outros trabalhos necess&aacute;rios a um filme, atr&aacute;s referidos.</p>
<p><strong>APAD &#8211; Alguns actores como Luis Figo e Jos&eacute; Carlos Malato s&atilde;o figuras publicas mas t&ecirc;m pouca experi&ecirc;ncia de representa&ccedil;&atilde;o. Como foi trabalhar com eles num outro papel? </strong>AV &#8211; Foi genial e o filme fala por si nesse campo.</p>
<p><strong>APAD &#8211; Como surgiu a id&eacute;ia de ter um protagonista estrangeiro como?</strong> AV &#8211; Sendo que a Utopia &eacute; uma empresa afirmada e reconhecida em Portugal, &eacute; chegada a hora de alcan&ccedil;ar novos mercados pelo que s&oacute; com ingredientes como este se poder&aacute; desenhar o caminho para os alcan&ccedil;ar.</p>
<p><strong>APAD &#8211; Como conseguiram conciliar personagens a falarem portugu&ecirc;s e ingl&ecirc;s na hist&oacute;ria?</strong> AV &#8211; E tamb&eacute;m Italiano&#8230; Tudo isso foi conciliado desde a escrita do argumento ao acompanhemento di&aacute;rio de coach com os actores.</p>
<p><strong>APAD &#8211; Este &eacute; um dos primeiros projectos a ser financiado pelo FICA. Como foi o processo de atribui&ccedil;&atilde;o do fundo? Quais as virtudes que um filme ou uma produtora tem de ter para concorrer a este fundo? </strong> AV &#8211; No caso da Utopia onde o investimento do FICA &eacute; indirecto, ou seja n&atilde;o &eacute; atribuido aos projectos mas sim &agrave;s decis&otilde;es da produtora, a grande vantagem &eacute; a de alavancar projectos que sem esta mais valia n&atilde;o poderiam ser realizados em tempo.</p>
<p><strong>APAD &#8211; A Utopia Filmes caracteriza-se cada vez mais pela realiza&ccedil;&atilde;o de filmes de produtor, na melhor tradi&ccedil;&atilde;o americana.</strong> AV &#8211; N&atilde;o sei se isso &eacute; um elogio mas seja como seja, acho o modelo Americano &eacute; j&aacute; bastante experimentado em sucesso pelo que n&atilde;o perco tempo a desenhar nenhum outro quando este tem provas dadas. Apenas adapto &agrave; minha realidade.</p>
<p><strong>APAD &#8211; Achas que esta &eacute; uma forma de trabalhar que faltava em Portugal?</strong> AV &#8211; Portugal est&aacute; cilindrado em tabus e f&oacute;rmulas que deve obrigatoriamente acompanhar as novas tend&ecirc;ncias e formas de trabalhar.</p>
<p><strong>APAD &#8211; Qual achas que deve ser o teu papel enquanto produtor?</strong> AV &#8211; Aquele que me fizer sentir bem com a vida e com os projectos que eu decidir produzir.</p>
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